O GATO E A RAPOSA
Certo dia uma raposa e um gato conversavam à sombra de uma árvore frondosa. A prosa entre eles seguia animada até o instante em que a raposa falou de sua esperteza, da sua capacidade de inventar os mais diversos ardis para conseguir o que desejava, e se rejubilava vaidosa com esse dom que a natureza havia concedido a todos os indivíduos da sua família porque isso, aparentemente, a tornava superior ao gato que a ouvia.
Sem ter como responder à altura, este concordou com a raposa afirmando que ela era realmente privilegiada, pois ninguém na floresta desconhecia sua capacidade de encontrar soluções adequadas para qualquer problema ou necessidade que lhe surgisse pela frente. E reclamava:
- Eu, por desgraça minha, nunca consegui aprender nada de extraordinário, e como lamento que isso tenha me acontecido.
Nesse momento eles ouviram os latidos de vários cães que se aproximavam rapidamente. A reação do gato foi instantânea: ágil como era, ele logo subiu pelo tronco da árvore e procurou abrigo em seus galhos mais altos, de onde pode observar tudo o que acontecia lá embaixo, no chão.
Como a raposa demorou-se no mesmo lugar por tempo maior do que dispunha para iniciar sua fuga, os cachorros chegaram latindo furiosamente e se atiraram sobre ela, que sem ter como resistir ao assalto que sofria, acabou encontrando um fim constrangedor para a sua fama de animal ardiloso e matreiro.
Moral da história: Um expediente realmente eficaz vale muito mais que uma variedade de outros não tão bons como se imagina.
Baseado em uma fábula de La Fontaine.
Meu nome é Telma Régia Soares Bezerra
Sou Professora. Minha formação Acadêmica: Pedagogia, Língua Portuguesa e Pós Graduação em Língua Portuguesa.
Trabalhei na Secretaria de Educação de Crateús, onde acompanhava o 3º Ano e Educação Infantil (PAIC e PNAIC) e Eixo do Leitor, com o qual me identifico muito. Sou fascinada por histórias... Leio de tudo, desde a literatura infantil até a literatura adulta. Alguns autores me encantam, como Ricardo Azevedo, Ruth Rocha, Elias José, Luis Fernando Veríssimo, Luis Câmara Cascudo... Ah.... Uma infinidade deles... E, além de ler, gosto de contar histórias, de preferência as de humor e de encantamento.
Meu nome é Elizabeth Macedo de Sousa. Sou Professora. Minha formação acadêmica - Psicopedagogia. Atuava na Secretaria de Educação com o Eixo do Leitor e as turmas de Educação Infantil.
Gosto muito de contar histórias e trabalhos de artes. Quando estou contando histórias, me transponho para o mundo da fantasia.
O gato de Dona Genoveva
Nos seus quase 80 anos, muito ativa
de olhos brilhantes, conhecia a tudo e a todos, e sabia tudo o que se passava
ao redor de mais de cinco quarteirões.
Sabia da mulher do juiz com o mecânico, do açougueiro com a mulher do pastor Luiz Inácio (mera coincidência).
Dona Genoveva uma mulher de fibra, viúva aos 26 anos, passou sua vida inteira, a cuidar de gato e passarinhos (pius pius, e frajola).
Todas as noites um hábito muito peculiar, sentava-se ao luar, e admirava as estrelas, ficava ali por horas e horas; alguns até acreditavam que ela podia conversar com elas, tal envolvimento e encantamento que despertava nos outros.
Só se recolhia em dias de chuva, mas muitos afirmavam, que a viam na janela da sala de estar, prostrada ao vidro, que molhado do lado de fora, podia-se perceber o calor de sua respiração que se formava emoldurando seu rosto.
Muita paciência é o que alguns apregoavam dessa simpática senhora.
Mas Joe uma criança muito ativa, vivia a fazer travessuras nos seus oito anos, frente a sua casa.
Ela sentava-se na varanda e via toda aquela imensa energia daquele garoto.
Um sorriso encantador, olhos sempre questionando, era ele o preferido dessa senhora, o neto, talvez um bisneto que ela não tivera.
Mas ele adorava assustar o gato de dona Genoveva.
Prendia em seu rabo, prendedores de roupa, que pegava nos quintais vizinhos, só pra vê-lo rodopiar sem parar, tentando pegar o que apertava sua calda, sem sucesso, até que de tanto girar, ficava tonto e acabava por cair, e caia também o objeto de tortura.
Apesar da má criação junto de seu protegido, ela deixava a criatividade de Joe florescer.
E se encantava com seu sorriso.
Ela vivia nele todo o glamour de uma bisa, que biologicamente não fora.
Depositava naquele menino mais que um carinho fraternal. Podia se dizer sem dúvida que ela o amava, como um bisneto de verdade.
Um belo dia próximo às festas juninas. Dona Genoveva escuta alguns estampidos, lembrou imediatamente do gato e de Joe.
Foi apressadamente até a porta da frente ver o que se passava. E quando abriu, levou um susto, o seu gato, corria desesperado para safar de mais uma traquinagem.
Joe era um menino habilidoso, e conseguira amarrar na calda do felino, uma das bombinhas que ganhara de seu tio.
Não deu outra após acender o pavio, o gato corria mais que podia, sem saber onde se esconder. Dessa vez dona Genoveva, não se conteve e chamou Joe para uma conversa.
-Joe, você não pode fazer isso com o pobre animal, dizia a velha, com toda a paciência do mundo, num tom mais severo.
-Tá bom, vou pedir desculpas pra ele.
Surpresa tal a fala do garoto, chamava o bichano que sumiu entre os cômodos e móveis.
-Viu meu jovem, quanto ele se assustou, talvez, nós nunca mais o veremos.
O menino apesar de muito esperto, entendeu de forma diferente e pôs se a chorar.
Achando que havia matado o pobre animal.
Foi difícil ela argumentar em seguida, até que os soluços, desapareceram, após um convite a uma limonada.
E do nada, passado o episódio Joe, esquecera até da suposta morte do gato.
Comendo biscoitos e tomando aquela limonada gelada e doce, a melhor que havia tomado, conversava com dona Véva, assim que ela a chamava.
Até que passado um tempo, o gato vendo a fartura sobre a mesa, deu um salto sobre a mesa.
Joe estremeceu-se todo, achando que era o fantasma do falecido gato.
-Olha você voltou, eu me enganei Joe, ele estava por ai e sentiu o cheiro dos biscoitos preferidos e veio fazer uma boquinha também.
Joe que achava que a sua travessura tinha tido um final trágico e já com os olhos brilhantes, fazia carinho no pequeno animal.
Que também esquecera do episódio, tal os pedaços de biscoitos que Joe colocava a sua frente.
Mas já arquitetando nova peça ao indefeso animal.
Sabia da mulher do juiz com o mecânico, do açougueiro com a mulher do pastor Luiz Inácio (mera coincidência).
Dona Genoveva uma mulher de fibra, viúva aos 26 anos, passou sua vida inteira, a cuidar de gato e passarinhos (pius pius, e frajola).
Todas as noites um hábito muito peculiar, sentava-se ao luar, e admirava as estrelas, ficava ali por horas e horas; alguns até acreditavam que ela podia conversar com elas, tal envolvimento e encantamento que despertava nos outros.
Só se recolhia em dias de chuva, mas muitos afirmavam, que a viam na janela da sala de estar, prostrada ao vidro, que molhado do lado de fora, podia-se perceber o calor de sua respiração que se formava emoldurando seu rosto.
Muita paciência é o que alguns apregoavam dessa simpática senhora.
Mas Joe uma criança muito ativa, vivia a fazer travessuras nos seus oito anos, frente a sua casa.
Ela sentava-se na varanda e via toda aquela imensa energia daquele garoto.
Um sorriso encantador, olhos sempre questionando, era ele o preferido dessa senhora, o neto, talvez um bisneto que ela não tivera.
Mas ele adorava assustar o gato de dona Genoveva.
Prendia em seu rabo, prendedores de roupa, que pegava nos quintais vizinhos, só pra vê-lo rodopiar sem parar, tentando pegar o que apertava sua calda, sem sucesso, até que de tanto girar, ficava tonto e acabava por cair, e caia também o objeto de tortura.
Apesar da má criação junto de seu protegido, ela deixava a criatividade de Joe florescer.
E se encantava com seu sorriso.
Ela vivia nele todo o glamour de uma bisa, que biologicamente não fora.
Depositava naquele menino mais que um carinho fraternal. Podia se dizer sem dúvida que ela o amava, como um bisneto de verdade.
Um belo dia próximo às festas juninas. Dona Genoveva escuta alguns estampidos, lembrou imediatamente do gato e de Joe.
Foi apressadamente até a porta da frente ver o que se passava. E quando abriu, levou um susto, o seu gato, corria desesperado para safar de mais uma traquinagem.
Joe era um menino habilidoso, e conseguira amarrar na calda do felino, uma das bombinhas que ganhara de seu tio.
Não deu outra após acender o pavio, o gato corria mais que podia, sem saber onde se esconder. Dessa vez dona Genoveva, não se conteve e chamou Joe para uma conversa.
-Joe, você não pode fazer isso com o pobre animal, dizia a velha, com toda a paciência do mundo, num tom mais severo.
-Tá bom, vou pedir desculpas pra ele.
Surpresa tal a fala do garoto, chamava o bichano que sumiu entre os cômodos e móveis.
-Viu meu jovem, quanto ele se assustou, talvez, nós nunca mais o veremos.
O menino apesar de muito esperto, entendeu de forma diferente e pôs se a chorar.
Achando que havia matado o pobre animal.
Foi difícil ela argumentar em seguida, até que os soluços, desapareceram, após um convite a uma limonada.
E do nada, passado o episódio Joe, esquecera até da suposta morte do gato.
Comendo biscoitos e tomando aquela limonada gelada e doce, a melhor que havia tomado, conversava com dona Véva, assim que ela a chamava.
Até que passado um tempo, o gato vendo a fartura sobre a mesa, deu um salto sobre a mesa.
Joe estremeceu-se todo, achando que era o fantasma do falecido gato.
-Olha você voltou, eu me enganei Joe, ele estava por ai e sentiu o cheiro dos biscoitos preferidos e veio fazer uma boquinha também.
Joe que achava que a sua travessura tinha tido um final trágico e já com os olhos brilhantes, fazia carinho no pequeno animal.
Que também esquecera do episódio, tal os pedaços de biscoitos que Joe colocava a sua frente.
Mas já arquitetando nova peça ao indefeso animal.
Roberto F Storti
Meu nome é Telma Régia Soares Bezerra
Sou Professora. Minha formação Acadêmica: Pedagogia, Língua Portuguesa e Pós Graduação em Língua Portuguesa.
Trabalhei na Secretaria de Educação de Crateús, onde acompanhava o 3º Ano e Educação Infantil (PAIC e PNAIC) e Eixo do Leitor, com o qual me identifico muito. Sou fascinada por histórias... Leio de tudo, desde a literatura infantil até a literatura adulta. Alguns autores me encantam, como Ricardo Azevedo, Ruth Rocha, Elias José, Luis Fernando Veríssimo, Luis Câmara Cascudo... Ah.... Uma infinidade deles... E, além de ler, gosto de contar histórias, de preferência as de humor e de encantamento.
Meu nome é Elizabeth Macedo de Sousa. Sou Professora. Minha formação acadêmica - Psicopedagogia. Atuava na Secretaria de Educação com o Eixo do Leitor e as turmas de Educação Infantil.
Gosto muito de contar histórias e trabalhos de artes. Quando estou contando histórias, me transponho para o mundo da fantasia.
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