Ricardo Azevedo
Compadre Rico e Compadre Pobre
Meu nome é Telma Régia Soares Bezerra
Sou Professora. Minha formação Acadêmica: Pedagogia, Língua Portuguesa e Pós Graduação em Língua Portuguesa.
Trabalhei na Secretaria de Educação de Crateús, onde acompanhava o 3º Ano e Educação Infantil (PAIC e PNAIC) e Eixo do Leitor, com o qual me identifico muito. Sou fascinada por histórias... Leio de tudo, desde a literatura infantil até a literatura adulta. Alguns autores me encantam, como Ricardo Azevedo, Ruth Rocha, Elias José, Luis Fernando Veríssimo, Luis Câmara Cascudo... Ah.... Uma infinidade deles... E, além de ler, gosto de contar histórias, de preferência as de humor e de encantamento.
Meu nome é Elizabeth Macedo de Sousa. Sou Professora. Minha formação acadêmica - Psicopedagogia. Atuava na Secretaria de Educação com o Eixo do Leitor e as turmas de Educação Infantil.
Gosto muito de contar histórias e trabalhos de artes. Quando estou contando histórias, me transponho para o mundo da fantasia.
O Homem que queria laçar Deus
Havia um homem que era muito pobre e
com muita família. No lugar em que morava, havia uma estrada muito grande e se
dizia que por ali passava Deus e o mundo. Ouvindo dizer isto o homem, e
querendo saber a razão por que Deus o tinha feito tão pobre, armou um laço e
assentou-se na estrada à espera de Deus.
Levou assim muito tempo, e todos que
passavam perguntavam o que estava ali fazendo. Ele respondia que queria pegar
Deus. Afinal, estando já desenganado de que nada fazia, já ia para casa, quando
apareceu-lhe um velhinho e deu-lhe quatro vinténs, dizendo que só comprasse um
objeto que custasse aqueles quatro vinténs. Nem mais barato, nem mais caro.
O homem foi para casa muito contente,
imaginando no que havia de comprar com aquele dinheiro. Lembrou-se de um
compadre negociante rico que tinha, o qual estava para fazer viagem a buscar
sortimentos para sua loja. Dirigiu-se o compadre pobre para a casa do compadre
rico e pediu-lhe que comprasse qualquer coisa que custasse aqueles quatro
vinténs.
Fez o compadre a sua viagem e
chegando na cidade não encontrou nada por aquele preço. Foi ao mercado e ainda
nada. Só encontrava objetos por três vinténs, um tostão, meia pataca, dois mil
réis, três, etc.
Ia já para casa, quando ouviu um
menino mercar: “Quem quer comprar um gato? Custa quatro vinténs.” O homem ficou
muito contente e comprou o gato. Era um animal raro naquele lugar. Chegando o
negociante em casa do amigo onde estava hospedado, e que também era do
comércio, este ficou desejoso de possuir aquele animal e pediu ao amigo para
deixar o gato passar a noite na loja, onde havia muito rato, que lhe davam um
grande prejuízo.
No outro dia quando abriram a casa,
tinha uma quantidade tão grande de ratos mortos que causou admiração. Aí o
negociante dono da casa ofereceu uma grande soma de dinheiro ao amigo pelo
gato.
Este recusou, dizendo ser o gato de
um seu compadre muito pobre, que o tinha encarregado de comprar um objeto
qualquer com quatro vinténs. Instou muito o negociante e afinal ofereceu tanto
dinheiro que o amigo não pôde recusar e vendeu o gato. Voltou o compadre rico
de sua viagem, mas chegando em casa teve tanta pena de dar o dinheiro ao
compadre, que o enganou com uma peça de chita, muito ordinária, dizendo ter
comprado aquilo com os quatro vinténs.
O compadre pobre ficou muito contente
e, chegando em casa, a mulher desmanchou logo a fazenda em camisas para os
filhos. Mas como Deus não quer nada mal feito, assim que o compadre saiu com a
peça de chita, o rico caiu com uns ataques muito fortes e já para morrer. A
mulher o aconselhou a que se confessasse, que ele estava muito mal, e chegando
o padre e sabendo do segredo, mandou-o restituir todo o dinheiro do compadre
pobre. Este veio a chamado do rico, que logo melhorou, só com a presença dele.
Mas o ricaço, não tendo coragem de
entregar o dinheiro, ainda enganou o outro com outra peça de fazenda ordinária.
O pobre não cabia de si de contente,
e mal tinha saído, já o rico estava outra vez morre não morre. É chamado de
novo a toda pressa o compadre pobre, sendo ainda uma vez enganado com outra
peça de fazenda, mas desta vez o rico já estava quase expirando, e não teve
outro remédio senão declarar ao companheiro que aquelas barricas que ali
estavam eram dele com todo o dinheiro que continham.
Ouvindo isto, o pobre quase que não
se segurava em pé, tal foi o choque que sentiu, e como louco correu a dar novas
à família, que não sabia como explicar tamanha felicidade. Houve oito dias de
festas e o pobre ficou logo cercado de muitos amigos, entre eles o rico que
ficou bom da moléstia esquisita, assim que entregou o dinheiro.
(ROMERO, Sílvio. Folclore brasileiro; cantos e
contos populares do Brasil. 3 v. Rio de Janeiro, Livraria José
Olímpio Editora, 1954. Coleção Documentos Brasileiros)
Meu nome é Telma Régia Soares Bezerra
Sou Professora. Minha formação Acadêmica: Pedagogia, Língua Portuguesa e Pós Graduação em Língua Portuguesa.
Trabalhei na Secretaria de Educação de Crateús, onde acompanhava o 3º Ano e Educação Infantil (PAIC e PNAIC) e Eixo do Leitor, com o qual me identifico muito. Sou fascinada por histórias... Leio de tudo, desde a literatura infantil até a literatura adulta. Alguns autores me encantam, como Ricardo Azevedo, Ruth Rocha, Elias José, Luis Fernando Veríssimo, Luis Câmara Cascudo... Ah.... Uma infinidade deles... E, além de ler, gosto de contar histórias, de preferência as de humor e de encantamento.
Meu nome é Elizabeth Macedo de Sousa. Sou Professora. Minha formação acadêmica - Psicopedagogia. Atuava na Secretaria de Educação com o Eixo do Leitor e as turmas de Educação Infantil.
Gosto muito de contar histórias e trabalhos de artes. Quando estou contando histórias, me transponho para o mundo da fantasia.
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