O Alfaiate








Numa cidadezinha bem longe daqui, vivia um alfaiate muito habilidoso, mas muito distraído.                        
Ele morava com sua única filha, pois era viúvo há muito tempo.
Certa manha, quando ele acordou, sua filha veio lhe dizer:                                                                        - Papai ! Não temos mais nada para comer. Cozinhei a ultima porção que   tinha, a lata está vazia.
- Não se preocupe minha filha, vou dar um jeito.
E o alfaiate saiu pela rua, quando passou em frente uma loja viu um tecido maravilhoso! O tecido tinha todas as cores existentes, e até fios dourados e prateados. Ele comprou toda a peça e correu para casa. Chegando lá abriu o tecido sobre a mesa de costura e fez uma linda capa, que ia até a ponta dos pés. Ele tinha uma camisa branca que já estava suja, porque ele era muito distraído e esquecia de trocá-la. Então chamou a filha e pediu para que ela a lavasse. A moça, que fora criada sem a mãe, sabia lavar roupa muito bem e o alfaiate passava as roupas como ninguém. Quando a moça lhe entregou a camisa, ele a passou. A camisa, de tão branca e bem passada parecia de papel. Ele a vestiu, colocou a capa por cima e saiu para a rua. As pessoas que o viam ficavam encantadas! Vocês sabem, as pessoas observam, as pessoas observam e comentam:                               

- Que capa maravilhosa! De onde terá vindo? Será que veio do centro da cidade? Ou será de coronel Fabriciano ou Timóteo? Eu quero uma assim para mim!                                                                        - Que nada, fui eu mesmo quem fiz!                                                                                                                                                                        No dia seguinte, tinha uma fila enorme em frente à casa do alfaiate. Todos queriam uma capa igual aquela. E ele fez tanta capa, ganhou tanto dinheiro, que ficou rico. Mas ele era muito distraído, nem se lembrava de tirar a capa, que com o tempo foi ficando suja e até puída. Certa tarde, quando ele caminhava pelas ruas, as pessoas ficaram assustadas! Vocês sabem, as pessoas reparam, as pessoas reparam e falam:                                                                       
- Que homem mais desleixado! Ah!, Um homem assim não costura prá mim não!
  E a partir daquele dia, ninguém mais deu costura para ele. Até que certa manhã, quando ele acordou sua filha veio lhe dizer:
 - Papai, não temos mais nada para comer, cozinhei a ultima porção que tinha, a lata está  vazia.

- Não se preocupe minha filha, vou dar um jeito.
Ele pediu a filha que lavasse sua camisa branca, pegou a capa, abriu sobre a mesa de costura e com ela fez um lindo casaco. Quando a moça lhe entregou a camisa, ele a passou. A camisa, de tão branca e bem passada, parecia de papel. Ele a vestiu, colocou o casaco por cima e saiu para a rua. As pessoas que o viam ficavam encantadas! Vocês sabem, as pessoas observam, as pessoas observam e comentam: : 
- Que casaco maravilhoso! De onde terá vindo? Será que veio de Belo Horizonte? Ou será de São Paulo ou Rio de Janeiro? Eu quero uma assim para mim!
- Que nada, fui eu mesmo quem fiz!
No dia seguinte tinha uma fila enorme, que dava duas voltas em frente a casa do alfaiate. Todos queriam um casaco igual aquele. E ele fez tanto casaco, ganhou tanto dinheiro, que ficou rico. Mas ele era muito distraído, nem se lembrava de tirar o casaco, que com o tempo foi ficando sujo e até puído. Certa tarde, quando ele caminhava pelas ruas, as pessoas ficavam assustadas! Vocês sabem. As pessoas reparam, as pessoas reparam e falam:
- Que homem mais desleixado! Ah um homem assim não costura pra mim não!
 A partir daquele dia ninguém mais deu costura para ele. Até que certa manhã, quando ele acordou, sua filha veio lhe dizer:
- Papai, não temos mais nada para comer, cozinhei a ultima porção que tinha, a lata está vazia.
- Não se preocupe minha filha, vou dar um jeito.
Ele pediu à filha que lavasse sua camisa branca, pegou o casaco, abriu sobre a mesa de costura e com ela fez um lindo colete. Quando a moça lhe entregou a camisa, ele a passou. A camisa, de tão branca e bem passada, parecia de papel. Ele a vestiu, colocou o colete por cima e saiu para a rua. As pessoas que o viam ficavam encantadas! Vocês sabem, as pessoas observam, as pessoas observam e comentam:     - Que colete maravilhoso! De onde terá vindo? Será que veio da América ou da Europa? Eu quero um assim para mim! 
- Que nada, fui eu mesmo quem fiz!                    
No dia seguinte, tinha uma fila enorme, que dava quatro voltas em frente a casa do alfaiate. Todos queriam um colete igual aquele. E ele fez tanto colete ganhou tanto dinheiro, que ficou rico. Mas ele era muito distraído, nem se lembrava de tirar a colete, que com o tempo foi ficando sujo e até puído.                                
Certa tarde, quando ele caminhava pelas ruas, as pessoas ficavam assustadas! Vocês sabem, as pessoas reparam, as pessoas reparam e falam:
- Que homem mais desleixado! Ah!, um homem assim não costura prá mim não!             
E a partir daquele dia, ninguém mais deu costura para ele. Até que certa manhã, quando ele acordou, sua filha veio lhe dizer:

- Papai, não temos mais nada para comer, cozinhei a última porção que tinha, a lata está vazia.
- Não se preocupe minha filha, vou dar um jeito.                                                                        Ele pediu a filha que lavasse sua camisa branca, pegou a colete, abriu sobre a mesa de costura e com ele fez uma linda gravata. Quando a moça lhe entregou a camisa, ele a passou. A camisa, de tão branca e bem passada, parecia de papel. Ele a vestiu, colocou a gravata por cima e saiu para a rua. As pessoas que o viam ficavam encantadas!                                       
Vocês sabem, as pessoas observam, as pessoas observam e comentam:                                  
- Que gravata maravilhosa! De onde terá vindo? Será que veio do Japão? Ou será que veio da China? Eu quero uma assim para mim!
- Que nada, fui eu mesmo quem fiz!                            No dia seguinte, tinha urna fila enorme, que dava sete voltas em frente a casa do alfaiate. Todos queriam uma gravata igual aquela e ele fez tanta gravata, ganhou tanto dinheiro, que ficou rico. Mas ele era muito distraído, nem se lembrava de tirar a gravata, que com o tempo foi ficando suja e até puída.                                                                       Certa tarde, quando ele caminhava pelas ruas, as pessoas ficavam assustadas! Vocês sabem, as pessoas reparam. As pessoas reparam e falam:                                                
- Que homem mais desleixado! Ah! Um homem assim não costura prá mim não!                    
E a partir daquele dia, ninguém mais deu costura para ele. Até que certa manhã, quando ele acordou, sua filha veio lhe dizer:            
-  Papai, não temos mais nada para comer, cozinhei a ultima porção que tinha, a lata está vazia.

- Não se preocupe minha filha, vou dar um jeito.
Ele pediu a filha que lavasse sua camisa branca, pegou a gravata, abriu sobre a mesa de costura e com ela forrou um lindo botão. Quando a menina lhe entregou a camisa, ele  a passou. A camisa, de tão branca e bem passada, parecia de papel. Ele a vestiu, colocou o botão que havia forrado bem no alto do colarinho e saiu para a rua. As pessoas que o viam ficavam encantadas! Vocês sabem, as pessoas observam, as pessoas observam e comentam:          
- Que botão maravilhoso! De onde terá vindo? Será que veio da India? Ou será que veio do Egito? Eu quero um desse para mim!
- Que nada, fui eu mesmo quem fiz!
No dia seguinte, tinha uma fila enorme, que dava dez voltas em frente a casa do alfaiate. Todos queriam um botão igual aquele. E ele forrou tanto botão, ganhou tanto dinheiro, que ficou rico.
Mas ele era muito distraído, nem se lembrava de tirar o botão, que com o tempo foi ficando sujo e até puído.                       
Certa tarde, quando ele descansava em sua varanda, o botão soltou-se de sua camisa e caiu no chão. O alfaiate já velhinho, pegou o botão e brincando com ele, começou a desfiar o tecido. Fez um fio enorme, e subiu por ele até o céu, e agora ele está lá em cima, costurando roupinhas para os anjos. E quando a chuva cai e  limpa a terra e depois o sol brilha forte, aparece algo lindo no céu. Alguns dizem que é o arco-íris, mas eu tenho certeza que é aquele tecido maravilhoso do alfaiate, que aparece para nos lembrar da sua passagem aqui na terra.



Conto Popular

Nenhum comentário:

Postar um comentário